Depois do conhecido Manifesto anti-Dantas de Almada Negreiros e que Mário Viegas tão bem transmitiu é agora a vez do poeta José Fanha escrever o Manifesto anti-leitura. Provocação? será mesmo um convite à não leitura? Ouçam-no e depois concluam. Aqui fica o convite.
Registo de leituras e de matérias ligadas à ciência da informação e o mais que a imaginação ditar...
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
sábado, 14 de dezembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Bibliotecas perdidas - 1 A Biblioteca de Thomas Browne
Um artigo interessantissimo para quem aprecie a constituição destas bibliotecas fantásticas onde a curiosidade multidisciplinar dos seus proprietários está bem patente.
Basta carregar no link abaixo para visitar e conhecer melhor o seu conteúdo.
http://publicdomainreview.org/2012/02/20/lost-libraries/
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http://publicdomainreview.org/2012/02/20/lost-libraries/
Thomas Browne (1684)
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Bibliotecários e bibliotecas durante a Guerra Civil de Espanha
Quase sempre é assim. estamos a ler uma notícia, neste caso um debate entre bibliotecários espanhóis apelando a uma maior participação destes na vida pública (leia-se política) espanhola e deparamos com algo que não só não contávamos como nos despertou a atenção. Assinava Pedro López López. Não sei porquê mas este tipo de apelos irritam-me. Não aprecio compartimentações e os bibliotecários são cidadãos iguais a outros, como o são os médicos, os advogados, os pedreiros as costureiras ( se ainda as há ), os engenheiros, etc etc. Fico por aqui pois a lista seria muito longa. Acontece, porém, que por interesse e razões profissionais tenho lido algumas coisas sobre a profissão de bibliotecário e de arquivista. Assim fiquei a saber com agrado que em tempos difíceis como são os da guerra os bibliotecários tiveram um papel que de neutro não teve nada. Um dia destes trarei para aqui algumas histórias que considero de utilidade pública conhecerem.
Até lá deixo-vos este estupendo vídeo:
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Detesto livros
Em pouco mais de três anos mudei de casa duas vezes. Explico. Uma das vezes tive que me desfazer de um andar que tinha alugado, onde vivi mais de 30 anos e onde guardei mais de oito mil livros. Como fazia desse andar a minha biblioteca rarmente pernoitando, a senhoria reclamou pois eu vivia na mesma cidade noutra habitação. Foi uma mudança dantesca. Ao volume de livros juntou-se um grande número de revistas que iam desde a Histoire (tinha desde o primeiro número) às revistas de Filosofia e Ciências Humanas que sendo geralmente temáticas nelas encontrava referências sobre quase tudo o que precisava para uma aula ou para escrever sobre um tema. Muitas revistas de política, com colaboração muito variada. Escritas em português, inglês ou francês. Ideológicamente de esquerda mas com várias tendências. Os caixotes que de lá sairam foram encher corredores e quartos da casa onde até há 2 meses habitei. Nunca mais consegui pôr em ordem tudo o que tinha trazido. Sendo uma compradora de livros quase compulsiva aos caixotes fui juntando mais livros e revistas que comprei ou mandei vir . Um caos que pensei semi-organizado contrariando a teoria. Juntei um pouco de tudo pois não sou leitora de um único assunto... interesso-me por várias áreas do conhecimento num enciclopedismo bacoco, dificil de digerir em grandes porções o que me obriga a depenicar os livros como os pássaros fazem às sementes em campo lavrado. Não necessito dar-vos a conhecer o prazer da descoberta e do encontro com os livros. O prazer de, após uma longa estadia fora da casa-dos-livros em lares arrumadinhos e a cheirarem a produtos de limpeza cujo odor se podia confundir com fruta fresca pronta a ser comida ou bebida em sumo, meter a chave de novo à porta e, mesmo antes de acender a luz, levar com uma pilha de livros em cima dos pés porque a mala de viagem tinha abanado o móvel da entrada onde estes se equilibravam! Ao mesmo tempo o cheiro a papel ...hummm.... uma brisa que me leva aos tempos em que em Santarém estudava na Biblioteca Anselmo Brancamp Freire e que nos ia "cobrindo de sabedoria" conforme nos aproximavamos do "templo" que era a dita.... Silêncio. Cabeças inclinadas sobre os livros. Um recolhimento como que religioso.
A última mudança foi pior. Os livros sairam das minhas mãos e dos meus olhos e guardei-os num armazém onde ficarão depositados até de novo me acompanharem não sei ainda para onde. Será talvez a nossa última viagem juntos. A pouco e pouco as memórias de uma vida vão desaparecendo. Sejam elas livros ou pequenos objectos que trouxemos daqui ou dalí.
Em Outubro deve chegar o meu iPad. Já tenho ebooks para a minha biblioteca virtual. Na minha bolsa carregarei centenas de livros e muitas, muitas, músicas. Estarão organizados como os outros nunca estiveram. Até posso fingir que dobro uma página e que os sublinho a cores sem danificar as obras. Imaginarei os cheiros. Fingirei a realidade.
A propósito, aconselho a leitura do artigo que me levou a esta divagação. Espero que gostem e...basta carregar no link.
A última mudança foi pior. Os livros sairam das minhas mãos e dos meus olhos e guardei-os num armazém onde ficarão depositados até de novo me acompanharem não sei ainda para onde. Será talvez a nossa última viagem juntos. A pouco e pouco as memórias de uma vida vão desaparecendo. Sejam elas livros ou pequenos objectos que trouxemos daqui ou dalí.
Em Outubro deve chegar o meu iPad. Já tenho ebooks para a minha biblioteca virtual. Na minha bolsa carregarei centenas de livros e muitas, muitas, músicas. Estarão organizados como os outros nunca estiveram. Até posso fingir que dobro uma página e que os sublinho a cores sem danificar as obras. Imaginarei os cheiros. Fingirei a realidade.
A propósito, aconselho a leitura do artigo que me levou a esta divagação. Espero que gostem e...basta carregar no link.
I hate books
They're heavy and they make moving impossible. But an iPad just doesn't hold the same memories.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Uma aproximação ao documento da WEB
Um vídeo muito interessante de Jean-Michel Salaün sobre a "arquitectura" do documento Web.
sábado, 8 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013

JOSÉ ANTONIO CORDÓN E O ECOSSISTEMA DO LIVRO DIGITAL
A
comunicação de José António Cordón, na Faculdade de Letras de Lisboa,
no passado dia 29 de Maio, perante uma plateia composta maioritariamente
por alunos e professores do curso de Ciências Documentais, teve como
ponto de partida a mudança de paradigma que está a acontecer nos livros e
na leitura. Os livros em papel estão a dar lugar aos livros
electrónicos.
A
leitura linear, a que os livros tradicionais nos habituaram, tende a
ser substituída por uma leitura fragmentada. O livro tradicional, o
objecto perfeito e acabado, em que o autor e o editor têm o papel mais
importante, dá lugar ao livro electrónico, decomposto em capítulos,
enriquecido com metadados e processos colaborativos, visível nos mais
diversos contextos, desde os catálogos às redes sociais. Neste
paradigma, o autor e o editor são apenas uma parte do processo. A outra
parte, de igual ou maior importância, está nas plataformas digitais, no software e nas aplicações que permitem a visibilidade e a usabilidade do livro electrónico.
É,
precisamente, neste novo contexto que reside o drama da produção
científica actual, como reforçou José Afonso Furtado, um dos
intervenientes no debate. O mercado mundial dos livros electrónicos é
dominado por um pequeno número de editoras comerciais, que privilegiam a
língua inglesa, as ciências aplicadas e as áreas que interessam aos
países mais desenvolvidos. Em Espanha, como aliás tem acontecido na
América Latina, têm surgido novos projectos, como o priemiado E-lectra, de que J. A. Cordón, é responsável, e o desenvolvimento da plataforma Scielo para estudos humanísticos e para as ciências sociais, em castelhano.
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